Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

48 minutos a menos e milhões de empregos a mais

Neste primeiro de julho (de 2009), a Câmara Federal deu mais um passo rumo ao que seria mais uma atitude keynesiana: uma de suas comissões aprovou a redução da jornada de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais - trata-se da PEC 231-A/95. A priore, parece uma conquista apenas de pessoas já empregas que pretendem trabalhar menos.

Todavia, se olharmos mais a fundo, essa atitude toma dois desenrolares básicos: geração de milhões de empregos e encarecimento da produção. Observemos o exemplo prático:

Uma empresa fabricante de copos plásticos produz uma tonelada de descartáveis por semana: para tal, ela necessita de 440 horas de trabalho humano. Dada essa necessidade, à empresa basta ter 10 funcionários.

Porém, com a redução da carga horária para 40 horas semanais, os mesmos 10 funcionários terão obrigação legal de somarem apenas 400 horas de trabalho: para cobrir as 40 horas restantes, a empresa deverá contratar mais um funcionário para sua linha de montagem, totalizando 11.

Agora, imagine essa situação não em uma empresa de dez funcionários, mas em milhares de empresas com centenas ou milhares de funcionários.

Em primeiro plano, uma leitura é feita:
  • cada antigo funcionário trabalhará 48 minutos a menos ao dia

Em segundo, outras duas leituras:
  • um emprego a mais será gerado, arrancando alguém da fila do desempregro
  • por outro lado, aumentarão os custos de produção das empresas

Em terceiro plano três são feitas, ainda mais audaciosas:
  • com mais alguém sendo inserido em todo o ciclo de consumo, movimentará ainda mais a economia
  • gerará maior pressão sobre o consumo de bens regressivos (de primeira necessidade, principalmente), justamente porque classe assalariada não sabe receber salário sem gastar (quase) tudo - ou até mais que tudo - atitude que pode levar à inflação de demanda
  • a quantia que o empresariado gastará a mais com folha de pagamento provavelmente será repassada ao consumidor final, gerando uma inflação de custos de produção


O encarecimento da folha de pagamentos deverá ocorrer em boa parte das empresas. Teoricamente, as folhas salariais aumentariam em exatos 10% e o nível de empregos no Brasil também cresceria em exatos 10% - isso em ceteris paribus, se as condições mantivessem-se precisamente as mesmas.

Mas sabemos, muitas empresas ao invés de contrararem 10% a mais de funcionários, poderão tomar duas medidas:
  • pagarão horas extras a seus funcionários já experientes
  • simplesmente reduzirão seus horários de funcionamento
As empresas da segunda possibilidade são empresas sem exatidão em suas produções com relação ao tempo, quem sabe o setor de serviços (principalmente públicos) seja um exemplo.

Assim, o volume de empregos no Brasil poderá crescer em uma taxa próxima a 10% nos próximos meses: quem sabe 3%, quem sabe 5%, quem sabe 7%. Sem falar nos empregos indiretos, que costumam ser o dobro dos diretos.

Keynes
Uma das passagens do New Deal versava sobre reduzir cargas horárias e salários, para que mais funcionários pudessem ser incluídos: o lord inglês e economista John Maynard Keynes dizia que o volume de empregos poderia ser imediatamente ampliado à mesma proporção (inversa) que jornadas de trabalho fossem reduzidas. É mais ou menos como se um camponês dividisse seu lote com outro camponês: apesar da produção de cada um não ser tanta, dá para ambos alimentarem-se.

Lucro social e blindagem ao cenário externo
De qualquer forma, existe o lucro social e, com o aumento das demandas, eleva-se a oportunidade de empreendedores darem ênfase às suas produções voltadas ao mercado interno: adaptando assim o mercado brasileiro às novas demandas. Sem se perceberem, construirão um país menos vulnerável ao cenário externo: consumindo um percentual maior de sua própria produção e produzindo um percentual maior de seu próprio consumo.

Tramitação
Ainda falta a proposta ser aprovada pelos plenários do Congresso e sancionada. Será uma boa oportunidade para quem tem boa qualificação e está à procura de emprego.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Painel da bancada paraense no 51º Congresso da UNE

Neste último domingo, ocorreu o credenciamento de delegados que representarão os universitários do Pará no Congresso da UAP (União Acadêmica Paraense) e Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes): em 2009, foram totalizados 214 representantes. Segue o quadro da distribuição de delegados entre as forças que entraram na disputa e seus pesos percentuais frente ao total dos 214:

  • UJS (PCdoB) - 95 delegados (44,4%)
  • DS (corrente do PT) - 47 delegados (21,7%)
  • JPMDB (PMDB) - 24 delegados (11,2%)
  • CST (corrente do PSOL) - 21 delegados (9,8%)
  • MES (corrente do PSOL) - 14 delegados (6,5%)
  • PCR (partido não-registrado) - 5 delegados (2,3%)
  • PT pra Valer (corrente do PT) - 3 delegados (1,4%)
  • PDT - 2 delegados (0,93%)
  • APS (corrente do PSOL) - 1 delegado (0,47%)
  • PV - 1 delegado (0,47%)
  • AE (corrente do PT) - 1 delegado (0,47%)


A seguir o fatiamento do bolo:

Sábado, 27 de Junho de 2009

Acre ou Argentina? É a mesma distância.

Uma curiosidade um tanto impressionante: para quem sai de Belém do Pará, via aérea, enfrenta a mesma distância para ir a Buenos Aires ou à capital acreana.

Pode ser difícil crer, mas dentro do próprio Pará é possível passar mais de 1h sobrevoando de Airbus comercial, em voo comum, em linha reta, sem deixar de sobrevoar o território estadual - para o Acre então, mais ainda. A Amazônia tem como característica uma vastidão geográfica muito grande.

Para os sudestinos desavisados, que acham que Belém é muito longe, tentem ir ao Acre: para quem decola de Belém, é mais próximo ir a São Paulo que ir ao Acre!

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Copa reacende discussão da rixa Belém x Manaus

No day after ao soco na boca do estômago que Belém do Pará levou da FIFA (e muito provavelmente de outros brasileiros), a pauta em todas as esquinas, corredores, empresas, saguões, salas de espera, filas, órgãos públicos e mesas familiares era apenas uma: a desclassificação da metrópole belenense da Copa de 2014, e principalmente suas causas.

Desde sempre a mídia vem mostrando que a adversária frontal de Belém era Manaus: apesar daquela cidade ter cerca de 800 mil habitantes a menos que Belém e ser 2ºc mais quente, estava equiparada e, segundo a imprensa, com alguma certa vantagem sobre a capital paraense.

Acreditar que a Amazônia (palavra mundialmente mais pronunciada que Brasil, atualmente) ganharia mais de uma das doze subsedes não era difícil para muitos - inclusive para mim -, mas talvez tenha sido uma previsão realista do desleixo e indiferença que o mundo sente por essa região.


Briga de bar
Alguns anos atrás, provavelmente em 2005, os meios de comunicação de Belém e de Manaus divulgaram uma briga de boteco que resultou em conflito seguido de assassinato, ocorrido na capital amazonense.

Talvez nada de relevante, não fosse o conteúdo dessa discussão: um homem sentiu-se insultado ao ser chamado de paraense, partiu para a força bruta e um deles deixou de contar para a estatística dos vivos. Detalhe que nenhum dos envolvidos havia nascido em terras paraenses.


Não há rixa no Pará
Esse episódio trouxe à tona algo quase desconhecido em Belém e em boa parta do Pará: o fato de que em Manaus o cidadão paraense tem má reputação, e sofre um preconceito grande. É algo realmente estranho, já que empresários, altos executivos e até mesmo o próprio governador do Amazonas nasceram aqui no Pará.

Entretanto, não existe aversão a amazonenses no Pará - pelo menos não até hoje -, no máximo ouve-se falar sobre o tratamento lá dispensado aos conterrâneos e fica-se questionando o motivo de tanta raiva, tanta inveja e repulsa.


Motivo histórico
Belém e Manaus são e quase sempre foram as maiores e mais ricas da região amazônica: na época do Ciclo da Borracha (1880-1912) elas disputavam para ver qual construia mais mansões, mais portos, exportava mais... enfim, qual delas era uma cópia mais fiel de Londres ou Paris.

Por questões geográficas e de infraestrutura, o Pará quase sempre teve uma produção (e principalmente exportação) gomífera maior que o estado do Amazonas. Logo, Belém vivia em mais opulência que sua concorrente - todavia, a diferença não era um disparate: Manaus vinha um pouco atrás.


Provável motivo
De qualquer forma, eu não me contentei com a explicação histórica, afinal, não é qualquer um que tem cultura para remontar a história e saber dessa secular disputa caboclo-faustiva entre as duas ex-aldeias, fui mais a fundo e conheci uma tese interessante, vinda diretamente de Santarém, maior cidade do Oeste Paraense: o que deu essa fama ao paraense não foi o cidadão do estado todo, mas sim o paraense da região Oeste:

  • quando alguma pessoa descobria ser conjugalmente traído em algum interiorzinho daquela área, sentia-se excluído da sociedade e abandonava aquele local: saia em busca de um local cosmopolita... e acabava parando no mais próximo: Manaus.
  • quando alguma moça-não-tão-de-família começava a ser destratada em seu pequeno município, acabava procurando prostíbulos mais generosos... e parava na cidade grande mais próxima: Manaus.
  • quando algum rapaz-não-tão-rapaz-assim sentia-se marginalizado pela sua sexualidade, abandonava o interior e perseguia ares mais metropolitanos. Acabava chegando à metrópole mais próxima: Manaus.

Enfim, foi uma construção longa e de algumas décadas, não só de pessoas marginalizadas pela sociedade - mas com certeza, de incluídos em sua grande maioria -, porém a minoria deu fama ao todo e lá em Manaus hoje é possível encontrar paraenses em todos os níveis sociais e condições de trabalho: desde ladrões, traficantes, empresários e até mesmo em altos cargos políticos.

Muitos alegam inveja e sensação de terra roubada por parte dos amazonenses com relação aos paraoaras, já que boa parte dos empregos de lá são preenchidos por estas pessoas.


Política
Boa parte dos críticos de plantão concentraram seus caquis em um único alvo: a governadora Ana Júlia Carepa. Eu sinceramente acho pouco crível que faltou empenho da governadora, tanto que ao anunciar Manaus, o presidente da FIFA fez uma ressalva: tivemos um sério impasse em escolher uma sede na Amazônia, prova de que houve muito empenho tanto de dá, como de lá e o resultado foi bem próximo do empate.

Jornalecos estavam sendo distribuídos na praça, minutos antes do anúncio: traziam informações sobre uma provável articulação do governador paulista José Serra e dos dois senadores do PSDB/PA para barrar uma vaga para Belém.

Vejo ser pouco lúcido acreditar que o governador paulista iria preocupar-se em facilitar ou (principalmente) dificultar a candidatura da outra cidade, já que a sua estava muito mais que garantida... mas não teria 100% de certeza quando aos parlamentares oposicionistas: afinal, por sediar uma copa, uma cidade receberia milhões e milhões extras para obras, o que facilitaria e muito a reeleição de quem está no poder.

Outro ponto político interessante é que se o governador vigente fosse o último ou o penúltimo, Belém teria efetivamente conseguido ser sede, porém a um custo alto: provavelmente não pensaria duas vezes em cortar custos da saúde, do social, do funcionalismo e seja de onde for, para aplicar no lazer para estrangeiros - como efetivamente ocorreu.


Entretando, das muitas coisas propaladas nas últimas horas, algumas fizeram-me pensar um pouco mais à fundo: em uma terra onde o empresarido tem o Estado como principal cliente, e quase sempre depende Dele para fechar negócios, uma linhagem de gestores não tão preocupada com projetos de longo prazo, ser um estado que ostenta tantos títulos e honrarias que apenas nós reconhecemos (títulos ilusórios) e uma economia altamente dependente do setor mineral e com graves índices de pauperização convivendo com o fauto da II Belle Époque sustentada pelo setor minero-financeiro-estatal.


Construção de longo prazo
Manaus pode ter ganhado de Belém, mas não foi por muito: vale lembrar que ambas cidades foram construções de longo prazo. Os sistemas de transporte, infraestrutura, capacidade turística e etc que a FIFA analisou não foram implementadas de uma, mas sim foram encampadas gradualmente pelos dois governos.

O detalhe é que Belém não precisa assentar-se em muletas de incentivo fiscal para manter sua economia - e assim elas ficam quase empatadas, imagine se Belém recebesse esses incentivos. Já Manaus é uma cidade mais aberta ao capital externo, logo mais vulnerável ao cenário exterior.

E de agora para frente?
Enfim, se houve lobby ou não, não importa, agora tudo já passou. A Copa do Brasil será vista quase que com indiferença pelos paraenses (pelo menos até 2013), já quem nem seus times (que são os menos piores da região) foram levados em conta. Ricardo Teixeira declarou que as cidades não-eleitas poderão tirar proveito da copa: agora vai de Belém subservientar-se ou não.

Domingo, 31 de Maio de 2009

Amazônia: abandonada até na Copa

Amazônia, nome faustivo que ganha o mundo e vende fácil produtos fabricados em outras regiões brasileiras, signo de esperança e hegemonia brasileira. Útil para seus habitantes? Pouco provável.

Neste domingo foram anunciadas as 12 subsedes da Copa do Mundo de 2014. Reparemos bem: o Brasil tem 5 regiões, seria possível distribuir duas subsedes para cada região e mesmo assim sobraria duas vagas. E o que fazem da Amazônia? É justamente a única região a receber apenas uma vaga.

Dessas duas vagas que sobrariam após entregar duas vagas para cada região, ambas foram para a região Nordeste e uma vaga foi tirada da Amazônia para ser entregue a Belo Horizonte. Rio de Janeiro e São, as meninas dos olhos, claro, foram escolhidas.

Manaus x Belém
Desde o princípio a mídia vem colocando que o adversário frontal de Belém era Manaus - talvez uma visão realista de que os cartolas dariam apenas uma vaga para a maior região do Brasil.

Primeiro que Manaus é uma cidade decente. Mas Belém é mais: Belém tem em torno de 2ºc a menos que sua colega, tem mais leitos de hotéis, tem uma saída muito mais próxima do mar e etc.

Natal?
Com respeito a Natal, mas essa cidade é pequena, se comparada a concorrentes como Belém e Goiânia.

Ilegitimidade no Pantanal
No Pantanal ocorreu outra coisa que considero injusto: Cuiabá foi escolhido para representar o Pantanal - ao invés de Campo Grande. Cuiabá é muito mais quente que sua concorrente, além do que, Campo Grande tem melhor qualidade de vida, é planejada e está efetivamente no coração do Pantanal.


Realmente nessas horas lembramos-nos daquela música do Mosaico de Ravena: Belém, Pará, Brasil.

Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês
(...)
Por que ninguém nos leva a sério ?
Só o nosso minério
(...)
O nortista só queria fazer
parte da Nação
(...)
Devolvam a nossa cultura!
Queremos o Norte lá em cima!

Letra da música: aqui.
Vídeo do anúncio: aqui.

Domingo, 10 de Maio de 2009

O financiamento do Buritinga será generoso

A construção de mais uma obra colossal acaba de ser [re]autorizada no Distrito Federal: trata-se do Centro Administrativo do Governo do Distrito Federal em Taguatinga - também chamado de Buritinga: a mistura de Buriti (nome do atual palácio do governo) com Taguatinga (a cidade-satélite que o abrigaria).

Fisicamente, o projeto prevê a construção de 178 mil m2 em um terreno de 195 mil m2 (91,28% de área construída portanto, bem acima dos 40% previstos na legislação do DF): sendo dez prédios de três andares e quadro prédios de quinze.

Desnecessário
Na minha opinião é uma obra desnesessária, já que a sede do poder regional já está muito bem instalada na cidade de Brasília. Na opinião de Paulo Octávio, vice-governador e multimilionário da construção civil brasiliense, tirar o poder regional de Brasília vai contra os princípios da construção da cidade. Com a crise financeira, chegou-se a anunciar o cancelamento da obra, mas nesse mês voltou-se atrás.

Benesses financeiras
Porém, o objetivo deste texto é levantar um aspecto curioso desta grande obra: está orçada em R$420 milhões e planeja-se ser construída não com dinheiro público, mas sim ser uma espécie de leasing, onde a iniciativa privada bancaria sua construção e o governo distrital pagaria um aluguel de R$10 milhões ao mês durante 22 anos - passado este tempo, o conjunto pertenceria ao erário público.

Entretanto, calculemos os percentuais: R$10 milhões representa pouco mais de 2,3809% de R$420 milhões. Ou seja, o governo pagará um aluguel de pouco mais de três vezes o usual (0,7% do valor do imóvel).

Juros
Porém, como é um consórcio de 264 meses (22 anos), então calculemos tudo: 100% divididos por 264 meses (amortização do valor em si) é cerca de 0,3787% ao mês. Subraindo-se 2,3809% (uma parcela) de 0,3787% (amortização): temos aproximadamente um juros de 2,0022%.

Nesses tempos de crise financeira, um juros garantido de 2% ao mês - por 22 anos - é considerado uma mina de ouro. Mas não pára por aí: esses R$420 milhões serão pleiteados junto do BNDES.

Caso a benevolência financeira estatal seja confirmada, os financiadores poderão lucrar ainda mais: na prática, a obra será financiada sem demandar um real da iniciativa privada: a cada mês, desses pouco mais de 2% repassados como juros, não mais que 1% deve regressar aos fundos do BNDES e o restante encontrará os fundos desses financiadores.

Ha, sem contar os lucros que as empreiteiras terão no momento da construção e em outras possibilidades advindas daí. Pelo menos obras públicas geram emprego e renda - aquecendo a economia.

Resumo da ópera
No resumo da ópera, o GDF deseja trocar a capital do Distrito Federal e pagará, além da amortização, 2% de juros mensais a quem financiar a obra - com possibilidade de financiamento do BNDES, que não demandará um real dos financiadores.

Possibilidade fiscal
Essa foi uma forma muito astuta que o governador achou em construir obras de alto valor, adiar a dívida por um tempo muito maior que seu mandato sem comprometer-se com a Lei de Responsabilidade Fiscal (que diz que um governante não pode deixar dívidas ao próximo, além de outros dispositivos).

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Arquipélago de São Pedro e São Paulo - por um visitante

Em setembro do ano passado, André* participou de uma expedição científica a um dos lugares mais remotos de nosso país, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). Esse conjunto de ilhotas era chamado de Penedos ou Rochedos no passado, mas hoje a terminologia utilizada é Arquipélago - o que não muda o fato da área ser do tamanho de um campo de futebol no meio do oceano Atlântico acima do Equador e a meio caminho da África. Ou seja, pedras no meio do nada azul.

(...)

A Marinha incentiva os pesquisadores a irem para lá, e fornece toda a logística possível para os grupos de 4 pessoas que se aventuram a cada 15 dias no Arquipélago, interessada que está estrategicamente no que a região representa para a soberania do Brasil: o aumento da Zona Exclusiva Econômica (ZEE). Para ser escolhido, basta ter um projeto aprovado pelo CNPq sobre o ASPSP e fazer um curso de sobrevivência na base da Marinha em Natal (RN).


Esses são trechos do texto de André Seale, podes visualizar a matéria na íntegra clicando aqui.